A História do Centro Beija Flor
A história do Beija Flor é uma história humanitária.
Beija Flor - Fundação de apoio às crianç as em situação de risco é uma organizaç ão que trabalha com crianç as que vivem nas ruas ou expostas a situações de perigo ou risco, no Brasil.
Esta organização foi fundada por Gregory John Smith em 1992. Ele é hoje diretor geral do Projeto no Brasil.
Em 1992 Gregory abriu mão de uma vida confortável e segura em Bergen. Vendeu tudo o que possuía, desfez de todos os seus bens materiais pra mudar-se para o Brasil e trabalhar com crianças de rua.
Gregory começou seu trabalho em São Paulo Capital em 1993, orientando e ajudando crianças de rua a ter uma vida mais digna.
Tudo começou em Bergen. Em 1971 um estudante de intercâmbio chamado Gregory John Smith veio da Inglaterra para a Noruega e, gostando do País, virou morador. Até 1992 teve uma gama variada de profissões: foi desenhista de produção para teatro e filme, restaurador de obras de arte e antiguidades e também marchand, comprando e vendendo obras de arte.
Ele estabeleceu família em Os, um distrito de Bergen. Em Os, comprou uma escola em ruínas que restaurou de uma forma admirável.
Mas os pensamentos atormentavam Gregory. Em sua infância sua família mudou-se muitas vezes, morando em várias cidades do sul. Em vários desses lugares ele observou que existiam criancas vivendo em extrema pobreza. Estas imagens marcaram sua vida ficando em sua memória. Como adulto, vivenciava vazio e uma falta de sentido muito grande nas coisas que fazia, enquanto que observava que a situação das crianças de todo o mundo estava na mesma, ou pior do que quando ele era pequeno.
Tomou então a decisão drástica de vender tudo o que possuía e usar o resto de sua vida para ajudar aqueles que estavam na pior situação de todas: crianças que viviam nas ruas.
E ASSIM ELE FEZ!
Nos primeiros 7 anos Gregory trabalhou com as crianças de rua na rua. O objetivo era tirá-los da vida na rua, tentar evitar o consumo de drogas e orientá-los para voltar a ter uma vida mais dígna e de valor. Se ele conseguisse salvar uma única criança, seu esforço não teria sido em vão. Assim era seu pensamento.
Após 7 anos de trabalho nas ruas, 7 crianças haviam conseguido sair da marginalidade. Um deles é Eduardo.
Eduardo
Gregory encontrou Eduardo e seu amigo Robison nas ruas de São Paulo pela primeira vez em 1998. Nesta época Eduardo tinha apenas 11 anos. Eduardo morava nas ruas desde os 9 anos, mas comecou a fugir de casa desde os 8. Ele era dependente das drogas e da vida nas ruas. Depois de muito trabalho e conversas, ele aceitou ir para o Centro. Eduardo no início vivia períodos no Centro e na rua antes de mudar-se permanentemente para o Centro, e viver na ”casa adotiva” do Gregory. Ele começou então a treinar capoeira e isso foi sua salvação. Após anos de muito trabalho e luta, Eduardo hoje é instrutor de Capoeira.
Sandra
Outro exemplo é Sandra. Ela é uma de quatro irmãos que viraram ” filhos adotivos” no Centro de Gregory. Gregory entrou em contato com ela e sua irmã em 1993. As duas moravam nas ruas de São Paulo na época.
2000 - Gregory e sua equipe sabiam que poderiam salvar muito mais crianças se eles conseguissem impedir que eles fujissem de casa para a rua.
Através deste pensamento, eles começam então a botar em prática um Projeto Orientador em Diadema. Planejamento e construção do centro Beija Flor começa.
2002 – Abertura do Centro Beija Flor. O Centro Beija Flor é estéticamente um paraíso para os olhos. A beleza do local contribui como fonte de inspiração para todos que ali trabalham e frequentam, dando segurança e firmeza para que estas crianças se apeguem às suas próprias vidas e criarem consciência de que podem mudar a vida da sua comunidade.
Nos anos que se seguem, o Centro Beija Flor cresce em numero de atividades oferecidas e também de participantes.
2008 – O primeiro “Asas do Beija-Flor” abre em Julho nas redondezas da Favela Sítio Joaninha. Este é o primeiro de três centros menores.
Crianças e adolecentes tem que estar frequentando uma Escola Fundamental para conseguirem uma vaga no Centro Beija Flor. Estas crianças e adolecentes são moradores da Favela e redondezas cujo ambiente é desafiador, devido à pobreza, drogas, violência e criminalidade ali presentes na vida diária.
O Centro Beija Flor fica aberto de 8 da manhã às 20 da noite e possui 30 empregados. Além disso, existem 25 adolescentes nos programas de profissionalização do Asas do Beija Flor.
O Centro Beija Flor espalha suas atividades e contribui para a mudança de toda uma região de São Paulo. Os trabalhos com as crianças de rua continuam, mas os trabalhos no centro de São Paulo estão encerrados.
Como funciona o trabalho no Centro
Em cada atividade, os instrutores e líderes tem responsabilidade individual por cada criança do projeto. Isto significa também que, em cada grupo de cianças o instrutor deve estar atento aos sinais de que tudo está funcionando como deveria. Eles tem contato com os pais ou responsáveis e fazem visitas nas casas das crianças, interferindo quando desconfiam que há negligência no cuidado ou até mesmo maus tratos por parte dos familiares. Eles tentam resolver os problemas antes que estes se tornem tão complicadas ao ponto do menor fugir para a rua.
As atividades e os Centros organizam periodicamente Reunião de Pais e Responsáveis e trabalham massivamente com conscientização e informação.
Economia
Nesta fase de construção, a parte econômica é uma dor de cabeça para os dirigentes. O Projeto Beija Flor consegue transformar cada centavo em ajuda e utiliza de forma exemplar todo e qualquer dinheiro que entra. O projeto é financiado na sua maioria por doações conseguidas na Noruega.
Estas doações vem de três canais:
1) Membros/ Padrinhos que pagam uma quantia fixa por mês,
2) Escolas e Jardins de Infância que fazem Campanhas de coletas de dinheiro,
3) Doações de particulres, fundações e empresas.
...Det er mulig å få til noe, med små ressurser i et hav av urett.
Gjeldsvik/Staalesen






